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Histórico

Prof. J. A. Villela Pedras: uma vida dedicada à medicina

Formou-se em 1946, tornando-se Presidente da Sociedade dos Internos da Faculdade, nos últimos anos da escola. Além disso, realizou vários cursos de especialização do Ministério da Saúde, tais como os de câncer, lepra e doenças venéreas, terminando todos em primeiro lugar.

 

Casou-se com Ednéa em 1949, com quem teve quatro filhos, sendo três homens e uma mulher. Todos são diretores da Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras. Seus três filhos são médicos e a filha é Farmacêutica-Bioquímica, com curso de MBA em Gerência de Saúde da Fundação Getúlio Vargas.

Em 1952, como bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa, foi para o Columbia Presbiterian Medical Center (New York), onde ficou de 1952 a 1953 como residente "fellow".

 

Em 1953, após ser diplomado pelo American Board of Radiology, foi para a Europa, onde estagiou na Fundação Curie (Paris), no Royal Marsden Hospital (Londres). Esteve também no Royal Institute (Manchester). Villela Pedras voltou ao Brasil em 1954 e fundou, no Rio de Janeiro, o primeiro Serviço de Medicina Nuclear de um Hospital Geral no Brasil, no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (seu nome foi citado pela Enciclopédia Mirador Internacional por esta iniciativa), assim como a primeira clínica particular de Medicina Nuclear.

 

No mesmo ano, após concurso, organizou o primeiro curso de Pós-Graduação de Medicina Nuclear da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, sendo o primeiro professor da América Latina. Médicos do Brasil e do exterior realizaram este curso com duração de dois anos e exercem hoje a especialidade em várias cidades do Brasil. Dos que fizeram o curso, dois são professores titulares, sendo um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e outro na Fundação Técnica Educacional Souza Marques.

O Dr. Villela Pedras participou como sócio fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (1961), e da Associação Latina Americana (1964), ambas com iniciativa de Ted Eston. Foi sócio fundador da Word Federation (México em 1970) e responsável pela criação dos capítulos regionais desta sociedade em 29 de abril de 1969.

Foi presidente e organizador do VIII Congresso em 1981, no Rio de Janeiro. Em 1984 coordenou, com o professor Eduardo Touya, a organização do XI Congresso da Alasbimn (Montevidéu), onde passou a presidência para o mesmo. Durante o período de 1954 até a presente data, proferiu uma série de conferências, participou de várias bancas examinadoras, e inúmeros trabalhos realizados publicados.

 

Gostaríamos de agradecer ao PROF. DR. José Augusto Villela Pedras por sua relevante contribuição no desenvolvimento e aplicação da Medicina Nuclear no Brasil.

Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras, o primeiro serviço de medicina nuclear do Brasil

A Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras teve origem com a Clínica Costa Júnior de Radioterapia. Faziam parte da C.J.J., os professores: o Prof. A. F. da Costa Júnior, Dr. Fábio Penalva Costa e Dr. J. A. Villela Pedras. O Dr. Villela Pedras trabalhou com o Prof. Costa Júnior desde 1946. No ano de 1952 foi para os Estados Unidos, onde trabalhou como residente “fellow” no Columbia Presbyterian Medical Center de New York (Presbiterian Hospital). Terminado seu período de residência (1953), obteve o título do American Board of Radilogy, em exame realizado em Tampa, na Flórida. Incluíam-se no exame, na época, conhecimentos de radioterapia e a antiga aplicação em medicina dos radioisótopos, hoje radionuclídios.

 

A aplicação dos radionuclídios em medicina deu origem a uma nova especialidade que é a atual Medicina Nuclear. Voltando dos Estados Unidos em 1954, depois de passar alguns meses na Europa (Paris, Londres, Manchester e Shefield), o Dr. Villela Pedras sugeriu ao Prof. Costa Júnior a constituição de uma sociedade civil de prestação de serviço com a designação de Clínica de Radioterapia e Medicina Nuclear Costa Júnior. A clínica foi, então, instalada na rua México, 98, nas salas 407 e 409, que eram propriedades do Prof. Costa Júnior. Com o falecimento do Prof. Costa Júnior e afastamento voluntário do Dr. Fábio Penalva Costa, o Dr. J. A. Villela Pedras introduziu seus filhos na nova Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras. O primeiro a integrar o corpo médico foi o Dr. Dauro Villela Pedras, seguido da Drª Sandra Villela Pedras Polonia e, em seguida, o Dr. Ivan Villela Pedras.

 

Com a entrada dos filhos e com a organização do primeiro curso de pós-graduação de Medicina Nuclear da América Latina pelo prof. J. A. Villela Pedras, na Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1964, a clínica foi evoluindo. A entrada de alunos médicos para a clínica, com estágio de tempo integral e duração de 2 anos, facilitou o desenvolvimento da Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras. Alguns destes alunos se transformaram em membros da Clínica, inicialmente como sócios, posteriormente como assessores e colaboradores. Dentre estes, citamos a Drª Maria Aparecida Barcellos Gomes, que nos acompanha há 30 anos, e o Dr. Odorico de Souza Lima Neto há mais de 15 anos.

 

A Clínica, fundada em 1954, veio evoluindo no aperfeiçoamento de seus recursos humanos e hoje toda a sua equipe é formada por professores da PUC. Apenas os filhos do Dr. J. A. Villela Pedras são sócios atualmente.

 

A Clínica evoluiu também em área útil e equipamentos. Todo o lucro da Clínica, até a presente data, tem sido aplicado em extensão da área e compra de equipamentos. Na rua México, 98, são dois andares com 23 salas. Em janeiro de 2001, a clínica instalou uma unidade no Leblon Medical Center com o total de 10 salas, nos 1º e 2º andares. O princípio básico da clínica está constituído em equipamentos de primeira linha e pessoal de qualificação superior e bem treinados. Na rua México existem hoje várias Gama-Câmaras, sendo 2 especialmente construídas pela GE, com 2 cabeças (optima), para coração. A Gama-Câmara Siemens (ECAN) é a primeira instalada no Brasil. No Leblon Medical Center, a clínica instalou as duas melhores Gama-Câmaras de 2 cabeças, das duas melhores fábricas de equipamentos do mundo (GE e SIEMENS).

 

Com o binômio básico de equipamentos de 1ª linha e pessoal de alto nível técnico, a Clínica Villela Pedras tem vencido os grandes impecilhos que o quadro da saúde vem apresentando no Brasil. Freqüentemente, alguém do grupo realiza um estágio no exterior (Harward, UCLA e França), com o objetivo de manter a Clínica atualizada. A Clínica partilha da opinião de que deve-se sempre lembrar o passado, gerenciar o presente e programar o futuro. Em uma clínica familiar é fundamental que haja bom relacionamento com os sócios que não foram escolhidos, mas designados pelo destino, aliado a um eficiente sistema de comunicação e vontade de vencer. No entanto, é fundamental que existam elementos estranhos à Diretoria da Clínica que funcionem como catalisadores de alguns problemas que poderiam ser insolúveis entre irmãos e primos. Por isso, a gestão acredita que seja fundamental a existência de um diretor ou gestor que, eventualmente, poderá nem ser da família. A família controla e mantém os princípios básicos de funcionamento, principalmente a ética, e o “elemento catalisador” auxilia nos processos os quais seriam de difícil resolução caso a gestão fosse composta inteiramente por membros de uma mesma família.

 

A Clínica Villela Pedras já funciona há 49 anos com grande apoio da segunda geração, e, baseado na honestidade dos propósitos e na grandeza dos princípios que a norteiam, ela continuará a ter grande sucesso na terceira geração, que já vem sendo formada e capacitada para isso. O princípio básico da clínica é eficiência tecnológica e eficácia como resultado.

 

Em memória do Prof. J. A. Villela Pedras