PET - Tomografia por Emissão de Pósitron
O Que é PET ?

A tomografia por emissão de pósitron (PET), é um exame obtido através da Medicina Nuclear, utilizando radionuclídeos emissores de pósitrons.

Com a recente inauguração de um centro de produção destes radionuclídeos no Rio de Janeiro (Instituto de Energia Nuclear IEN/UFRJ), já é possível realizar este exame considerando o avanço tecnológico, que tornou os aparelhos denominados Gama Câmaras, multifuncionais, adaptadas para aquisição de imagens com pósitrons.

Pioneiramente, no Rio de Janeiro, a Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras, vem realizando exames com PET, utilizando gama câmara híbrida, com os radionuclídeos fornecidos pelo IEN, que já são produzidos rotineiramente.

Utilização em Oncologia

Apesar de ser um procedimento novo em nosso país, o mesmo já é utilizado amplamente em países com facilidade na obtenção destes radionuclídeos que, em sua maioria, tem meia-vida curta.

O radionuclídeo de mais ampla utilização em oncologia é o f-18 (Flúor-18) marcado com glicose, formando o radiofármaco FDG-18 (flúor-deoxi-glicose), com meia vida de 110 min.

O FDG-18 é um análogo da glicose que compete para entrar na célula empregando o mesmo mecanismo de transporte. Estando no interior da célula por ação das hexoquinases se fosforiliza em FDG-6-fosfato. Este complexo não atravessa a membrana celular e portanto não é fosforizado para seguir via glicolítica normal.

O efeito prático normal é a retenção do FDG-6-fosfato que se conhece como captação de FDG-18. A distribuição fisiológica do FDG-18 no organismo é dada pela característica bioquímica, celular e do metabolismo nos tecidos e órgãos. Normalmente o cérebro e miocárdio são órgãos de maior captação do radiofármaco e o músculo esquelético em grau variado dependendo da atividade física do paciente. Tireóide e fígado com graus variados decorrentes do metabolismo destes órgãos.

PET permite visualizar e medir numerosos processos funcionais. No tecido tumoral encontramos normalmente alterações metabólicas e fisiológicas que diferenciam claramente do tecido normal, favorecendo a sua localização com o exame de PET.

A existência de um tecido tumoral representa fundamentalmente o incremento patológico de um processo bioquímico determinado, que tem lugar em uma região do organismo, provocando aumento de retenção de FDG.

A Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras continua colaborando no desenvolvimento e qualidade da medicina nuclear no Brasil, introduzindo avanços constantes principalmente em novas tecnologias.

Aplicações Clínicas

Oncologia
Diagnóstico precoce de Câncer e sua recorrência
Distinção de tecidos necrosados de doença residual recorrente
Distinção entre tumores malignos e benignos
Acompanhamento / Monitoramento da terapia
Câncer de Pulmão
Identifica e diferencia nódulos solitários indeterminados na radiografia
Estadia metástase mediastinal e distante
Detecta tumores residuais / recorrentes pós terapia
Câncer de Mama
Acusa metástase nos linfonodos auxiliares e mamários
Diferencia tumores malignos
Detecta metástases distantes
Avalia a resposta terapia
Detecta recorrência
Linfoma
Identifica a melhor região para biópsia
Estadia e detecta a recorrência
Avalia a resposta a terapia
Melanoma
O exame PET de corpo inteiro é claramente o melhor método para estadiar pacientes com suspeita ou recorrência de melanoma. Vários outros testes, com outros métodos, são necessários para se obter o mesmo resultado
Tumores de Cabeça e Pescoço
Diferencia tumores malignos e benignos
Estadia a doença, mostrando o envolvimento do linfonodo
Acusa recorrência ou doença residual após terapia inicial
Tumores Cerebrais
Diferencia recidiva tumoral de necrose pós RXT
Detecta metástase de cânceres no cérebro
Neurologia
Localização de focos do ataque de epilepsia
Diferencia o Mal de Alzheimer de outros tipos de demência e depressão
Analisa a síntese de neurotransmissores e a ligação de receptores no Mal de Parkinson
Avaliar a extensão de derrames e a recuperação pós-tratamento
Elimina cirurgias de cérebro aberto para localização de focos
Identifica candidatos a cirurgia para remoção de tecido cerebral
Reorienta o tratamento e auxilia as pesquisas de novas drogas neurológicas
Cardiologia
Detecção da doença coronária
Viabilidade Miocárdica
Critério decisório para: Transplante, Revascularização e Intervenção Farmacológica

Observação
Perfusão, contratilidade e metabolismo estão fortemente interligados em estado isquêmico, o miocárdio metaboliza glicose em detrimento de ácidos graxos.
Baixa perfusão e alto metabolismo indicam tecido viável. "Mismatch defect."

Baixa perfusão e nenhum metabolismo indicam tecido não recuperável. "Matched defect."

Equipamento

Gamma câmera e.cam com circuito de coincidência

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